Escritora e jornalista Scarlet Moon é velada no Rio

A jornalista, atriz e escritora Scarlet Moon de Chevalier, de 62 anos, que morreu no início da madrugada desta quarta-feira (5), após uma parada cardiorrespiratória, é velada desde a manhã na Capela 5 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Ela sofria da Síndrome de Shy-Drager, uma doença degenerativa. Segundo seu filho Christovan, amigos e familiares poderão se despedir da jornalista até as 16h desta quarta. O corpo deve ser cremado nesta quinta (6).

“Foram dez anos de muita luta. Os últimos três anos foram bem complicados. Ela foi uma guerreira e foi descansar. O que fica é o bom humor dela, o jeito que ela encarava a vida, ela foi uma guerreira, uma ministra bacanérrima e foi um prazer inenarrável ser filha dela”, disse a filha de Scarlet, Teodora Chavalier.

“Hoje fiquei muito emocionada quando o Boechat disse na rádio que a Scarlet Moon foi encontrar a lua”, completou Teodora.

Scarlet foi casada por 28 anos com o cantor Lulu Santos, de quem se separou em 2006.  Desde 1996 assinava a coluna “Abalo”, no caderno Zona Sul do jornal “O Globo”.

A Scarlet era uma mulher a frente do tempo dela, sempre abrenhada com tudo. A impressão que eu tenho é que há um tempo ela me pegou pela mão e disse: vem aqui comigo! Ela tinha sempre um livro pra sugerir, sempre algo que ela tinha descoberto. Era uma pessoa generosa, uma amiga amada, que tive o privilégio de dividir a cena. Dirigi espetáculos dela, que foi uma das primeiras a fazer talk-show no Brasil em casas de show. Ela fez o “Entrevistando Audiência” na antiga boate Torre de Babel”, declarou o ator Luís Salém.

“Ela era muito especial. Foi musa inspiradora de Lulu Santos, Caetano Veloso e Rita Lee. Era uma mulher que sabia das coisas, que se enturmava. Uma pessoa a frente do seu tempo”, acrescentou o ator.

A jornalista trabalhou em diversas emissoras de televisão, e se destacou no “Fantástico” e “Jornal Hoje”, da TV Globo, na década de 70. Ela fez carreira no cinema e no teatro. Nos anos 90, lançou dois livros: “Areias escaldantes” e “Dr Roni e Mr Quito: a vida do amado e temido boêmio de Ipanema”, biografia sobre o irmão Roniquito.

Fonte: G1

 

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