A semana do meio ambiente

Na semana passada, entre os dias 1 e 5 de Junho foi comemorada em todo o País a semana do meio ambiente. Como não poderia deixar de ser, aqui em Parnaíba ocorreram várias manifestações visando a conscientização dos habitantes sobre a necessidade de preservar o nosso meio ambiente. A histórica Praça da Graça foi o palco escolhido para a congregação da juventude e demais segmentos da sociedade organizada que se preocuparam em alertar sobre os perigos da devastação do meio ambiente. Cumpre-nos destacar, os estandes da Prefeitura, Embrapa, Ibama e Vegeflora que estavam distribuindo farto material explicativo sobre educação ambiental. 

A vida animal e vegetal se realiza e desenvolve na biosfera, nome que se dá à parte da terra onde pode haver vida. Aí se forma o ambiente em que vivemos. Diversos fatores se tornam necessários para que isso ocorra: água, ar, seres vivos vegetais e animais, elementos minerais, clima. Não existe um ser vivo que seja independente, isto é, que possa viver por si só. Eles dependem um dos outros.
Afastando-se do seu meio natural, com a construção de cidades, nem por isso o homem deixou de pertencer ao meio ambiente. No entanto, não hesita em destruí-lo. Incontáveis danos ele já causou à atmosfera. Grandes áreas da crosta terrestre — principalmente na Amazônia — foram devastadas com o desmatamento e a captura indiscriminada de animais silvestres. A atmosfera ficou impregnada de agentes poluentes. Isso acarretou transformações climáticas para pior e além deste fator, torna a vida desconfortável e a coloca em risco de extinção.
Parnaíba encontra-se encravada em uma paradisíaca região, mas em contrapartida, composta de um frágil ecossistema, nas imediações do Delta do Parnaíba, sendo banhada pelos rios Parnaíba, Igaraçu, Canal São José e as lagoas do Portinho, Da Prata e Bebedouro. Por estar no nível do mar, seu lençol freático tem forte influência nos leitos desses mananciais. Verdadeiros crimes ambientais foram cometidos ao longo do tempo contra esse nosso rico sistema ambiental. Podemos citar como exemplos, o uso indiscriminado das queimadas, que tanto enfraqueceram o solo; o desmatamento das margens dos rios, fazendo com que as ribanceiras quebrem e causem o inevitável assoreamento.
Além desses problemas, temos o despejo de esgotos, como ocorre na vergonhosa vala da quarenta, onde se jogam os efluentes das indústrias ribeirinhas. A propósito, há poucos dias assisti a uma entrevista de um  técnico da Embrapa Meio Norte, que veio a Parnaíba coletar dados para uma pesquisa sobre o envenenamento de peixes nos nossos rios. Esse processo, aliás, ocorre em razão da presença de metais pesados como o cromo, que são atirados nos veios da região pelas indústrias.
Segundo o pesquisador, alguns peixes da família dos Mandis e Mandiaçus  muito comuns nos mananciais da nossa região  estão ficando cegos em decorrência da contaminação dos rios pelos metais pesados. 
Felizmente, porém, após esses históricos desacertos, paira no ar uma onda positiva de conscientização ambiental focada na preservação do meio ambiente, advinda principalmente dos países mais conscientizados do planeta, e por tabela, do Brasil. Meu respeito aos técnicos do Ibama, que não obstante suas limitações em termos de recursos e pessoal qualificado, vêm lutando bravamente em direção ao cumprimento das leis, que visam disciplinar uma convivência salutar entre o nosso meio ambiente e o bicho homem. Mesmo porque, dessa convivência pacífica depende a sobrevivência das gerações futuras.
Crônica escrita e publicada em 10/06/2005. 

Por Mário Pires Santana

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s