GOLFINHOS: Piauí não tem órgão competente para apurar mortes. Ficará por isso mesmo

Sedes

Sedes do Ibama e Chico Mendes em Parnaíba

O Ibama e nem Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade(ICMBio), com sedes em Parnaíba, estão preparados para apurar causas de morte de animais marinhos como os golfinhos encontrados já em estado de decomposição na tarde da última sexta-feira(7) na Praia de Atalaia em Luis Correia. A informação, que também serve de alerta, é da analista ambiental do ICMBio, Patrícia Claro, questionada pelo a24horas.com na tarde desta segunda-feira (9) sobre providências relacionadas à morte misteriosa dos dois mamíferos. A chefe da Unidade de Conservação da APA do Delta, Silmara Erthal, não se encontrava.

Segundo ela, cuidados desta natureza vêm sendo assumidos no Brasil por organizações não governamentais. “Não temos aqui uma ONG que trabalhe com isso”, lamentou. O organismo mais próximo especializado na coleta e análise de biópsias está sediado em Fortaleza (CE) e só atua no Piauí de forma eventual quando, por exemplo, coincide a presença de algum profissional nas áreas do Ceará próximas aos limites com o Piauí, com ocorrências no lado piauiense.

Patrícia Claro se referiu à Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), pertencente à Rede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (Remane). Ela disse que na tarde em que os golfinhos foram encontrados mortos em Luis Correia, uma equipe da Aquasis esteve na APA do Delta. Mas houve um desencontro de horas. Os profissionais retornaram para Fortaleza por volta das 14 horas e a primeira notícia dos golfinhos mortos correu depois das 17 horas.

Para Patrícia, na falta de uma ONG como a Aquasis, o Ibama e o ICM-Bio não podem fazer nada no sentido de investigar a causa das mortes por falta de equipe especializada e porque este tipo de investigação não faz parte das atribuições diretas destes órgãos. O Ibama cuida da parte de fiscalização contra crimes ambientais e o Chico Mendes preocupa-se com a manutenção e desenvolvimento de pesquisas nas unidades de conservação existentes dentro da APA do Delta. “Nós temos um vácuo aqui porque o Instituto Ilha do Caju, que era preparado para este trabalho, parou há um ano”, prosseguiu.

Embora o principal motivo da ausência do Ibama e do Instituto Chico Mendes na cena dos golfinhos tenha sido mesmo a falta de acionamento dos seus profissionais, conforme apurou o a24horas.com, a presença deles pouco adiantaria, segundo Patrícia. Como estes órgãos não têm equipes especializadas na coleta e análise de material biológico não havia muito que fazer. Quanto a providências de sepultamento de animais mortos na praia, até por uma preocupação com saúde pública, cabem à Prefeitura de Luis Correia, conforme explicou.

F. Carvalho, do http://www.a24horas.com
acesse24horas@gmail.com

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Fotos dos golfinhos: Jordana Lima

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