Com o objetivo de conquistar a Reforma Política para o Brasil, campanha Eleições Limpas é lançada em Brasília

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram ontem (24) em Brasília (Distrito Federal) a Campanha Eleições Limpas. A iniciativa tem por objetivo conquistar a Reforma Política para o Brasil e apresenta como proposta a adoção de eleições feitas em torno de projetos e não de candidatos, além da democratização de todo o processo eleitoral.
Durante a apresentação da proposta, representantes das entidades explicaram à sociedade o conteúdo do projeto de lei, que prevê o fim do financiamento de campanhas por empresas privadas, maior liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral, além da supressão de regras que limitam o trabalho da imprensa. Outra ideia é a de que a eleição para o Legislativo seja feita em dois turnos: o primeiro seria voltado para a definição do número de cadeiras por partido para posteriormente a escolha dos candidatos de cada lista partidária ser realizada.
Na ocasião, O MCCE, organização social que liderou a conquista da Lei da Ficha Limpa, defendeu a importância de temas da agenda pública, como a reserva de parte do orçamento do governo federal e do PIB para a saúde educação, controle dos gastos públicos e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em favor dos usuários dos serviços públicos.
Para que o projeto seja oficialmente apresentado ao Congresso e comece a tramitar, é necessário o apoio de 1% do eleitorado do país. Segundo os organizadores, será preciso 1,6 milhão de assinaturas para a iniciativa. A coleta pode ser feita presencialmente ou de forma eletrônica, através da páginawww.eleicoeslimpas.org.br.
No site da campanha também é possível ler o projeto da iniciativa na íntegra e imprimir fichas de assinaturas para os interessados que queiram divulgar a ideia e recolher os nomes de seus amigos, parentes e contatos.
Segundo Sandro Meireles, assessor de comunicação do MCCE, a proposta é um apoio às manifestações que ocorreram em todo o Brasil nas últimas semanas em protesto por melhores condições de vida e o fim da corrupção.
“Depois dos caras pintadas de 1992 nunca houve tantas mobilizações com tanta intensidade como as que estão acontecendo nos últimos dias, e isso serviu para mostrar a postura real da população, são uma demonstração sobre o que elas querem realmente para o país, acabar com a corrupção, aprofundar o processo democrático no país e o fim dos gastos exorbitantes para obras que não visam o interesse da maioria do povo. Acho que isso que está acontecendo pode gerar com o tempo mudanças significativas no Brasil”, acredita.
O evento aconteceu em um momento em que a atual situação do sistema político brasileiro abre caminho para a corrupção e para uma representação política que, em muitos casos, não atende às necessidades da população.
Postado Por Mário Pires Santana
Fonte: ADITAL

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